22 de Outubro de 2014


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15/10/2009
Lucia Masini
Filme: Escritores da Liberdade

Direção: Richard Lavagranese

Adaptado do livro de Erin Gruwell, o filme Freedom Writers, baseado em fatos reais, apresenta a determinação de uma professora (Erin Gruwell) em lutar pelo real aprendizado de seus alunos, de uma escola da periferia de Los Angeles, que faz parte de um programa de inclusão educacional.
Fazer parte de um programa de inclusão social foi justamente o que fez a jovem professora escolher esta instituição para lecionar.
Ao assumir sua classe de adolescentes, Erin logo percebeu que ela era a única a acreditar na capacidade intelectual e criativa daqueles garotos e garotas. Estigmatizados pelo fato de serem filhos de imigrantes marginalizados, ou negros que moram nos bairros mais pobres da cidade ou mesmo americanos brancos que não tiveram um desempenho escolar satisfatório, estes jovens são considerados os piores alunos da escola, sem chance de almejarem um lugar nas universidades do país. Aos olhos da diretora, inclusive, o desempenho da escola só decaiu depois que ela foi obrigada a aderir ao programa de inclusão. Assim, os jovens estão ali reunidos como uma espécie de castigo: são tolerados até o término do período de educação formal obrigatória, sem que o corpo docente se sinta responsável por eles.
Mas Erin não aceitou a ordem estabelecida. Em resposta à realidade aparentemente imutável e usando diferentes dinâmicas, transformou sua sala de aula em um espaço de experimentações e de encontros. O que vemos a partir daí é um convite à construção do conhecimento, um despertar da criatividade, do respeito e do afeto.
Como em outros filmes que abordam o mesmo tema (Entre os muros da Escola e Pro dia nascer feliz, ambos comentados aqui no Linguagem com Pipoca), a leitura e escrita se fazem presentes, como elementos essenciais da transformação. A certa altura, todos os estudantes, envolvidos com a leitura do clássico O diário de Anne Frank, passam a produzir diários de suas próprias vidas. O produto transformou-se num livro que foi entregue a um interlocutor muito especial: a senhora que acolheu Anne Frank e sua família, escondendo-as dos nazistas. A cena do encontro entre todos é emocionante.
A tessitura do texto permitiu a cada jovem rever e reelaborar conflitos vividos e sonhos abandonados, contribuindo para tomada de decisões mais conscientes e justas quer do ponto de vista pessoal, quer do coletivo.
Filme obrigatório para todos aqueles que se interessam pelos dilemas da educação formal.

Para aprofundar tema clique aqui


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