4 de Setembro de 2010


     Fale conosco     Fale conosco
 
ProfissionalProfissional
GeralGeral
ConsultoriaConsultoria
HomeHome
NósNós
Nossa AtuaçãoNossa Atuação
Na Boca do PovoNa Boca do Povo
Linguagem com PipocaLinguagem com Pipoca
Mito ou VerdadeMito ou Verdade
PublicaçõesPublicações
Dúvidas mais FrequentesDúvidas mais Frequentes
LinksLinks

A terapia fonoaudiológica não é suficiente para resolver problemas de linguagem na infância

Verdade

Qualquer que seja o problema de linguagem que a criança apresente é fundamental a consulta ao fonoaudiólogo. Ele é o profissional gabaritado para compreender e dar os encaminhamentos necessários à condução do caso. Mas o fato de o paciente estar em terapia fonoaudiológica não exime a família nem a escola de adotarem posturas mais adequadas no acolhimento dessa criança e das questões que a afligem.
Por vezes, pais e, sobretudo, professores acreditam que o fato de a criança estar em terapia já é suficiente para a resolução dos problemas e se esquecem dos cuidados necessários em relação aos contextos de que ela faz parte.
Um deles bastante comum está relacionado ao ambiente escolar. Crianças com dificuldades de fala e/ou de escrita frequentemente referem-se a situações embaraçosas vividas na escola: gozações dos colegas pelo modo como falam, pelas dificuldades de leitura, pelos ritmos de aprendizagem, etc. Muitas vezes, com o intuito de fazer frente a essas questões, os professores acabam por colocá-las mais em evidência, quando, por exemplo, convocam o aluno para fazer a lição com eles, enquanto os colegas desenvolvem o mesmo exercício em suas carteiras. Outro equívoco ocorre quando a escola substitui uma atividade significativa para a criança pelo reforço escolar. E, por fim, a indiferença diante de humilhações, nem sempre tão sutis.
No que se refere ao contexto familiar, para proteger seus filhos que apresentam problemas de aprendizagem, os pais acabam deixando de estimulá-los e de inseri-los em situações que envolvem tanto a oralidade quanto o conhecimento da escrita. De outro lado, há aqueles que passam a superestimular a criança, transformando as dinâmicas familiares em aulas de reforço escolar.

Vale a dica: Se você é pai ou professor de uma criança que tem problemas de linguagem e está em terapia fonoaudiológica, procure também acolhê-la em suas angústias, estando atento às suas atitudes no cotidiano, às brincadeiras dos amigos e às ações que mais discriminam que incluem a criança nos diferentes contextos. Em vez de afastar seu filho de situações discursivas, procure favorecer a participação dele, respeitando sua singularidade e possíveis limitações. E converse sempre com o fonoaudiólogo responsável pelo caso. Ele pode ajudá-lo na compreensão e adoção de posturas mais apropriadas, que possam levar efetivamente à superação dos problemas.


Voltar