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Inclusão escolar é muito mais do que aceitar a matrícula de um estudante com necessidades especiais
Verdade
Não basta aceitar a criança ou o adolescente com necessidades especiais para que a escola seja considerada inclusiva. É necessário que ela tenha não só uma estrutura física adequada, mas, sobretudo, uma compreensão de todos os aspectos que possibilitam a integração do deficiente no cotidiano escolar. Isso envolve uma preocupação com o material didático, com as atividades de classe, com a observação do recreio, hora do lanche, entre outras. É fundamental assumir que é a escola que deve se adaptar ao estudante e não o contrário. Apenas garantir que o portador de necessidades especiais esteja dentro da sala de aula caracteriza uma falsa inclusão ou inclusão perversa. Diferenças precisam ser entendidas como próprias do sujeito e não simplesmente como incapacidades toleradas.
É bom lembrar que não só os portadores de necessidades devem ter suas particularidades contempladas no espaço escolar, mas todas as crianças.
Vale a dica: Vocês que são pais de uma criança deficiente e buscam uma escola para seu filho, não se contentem apenas com o fato de a escola aceitar matriculá-lo. Procurem saber se os professores e outros profissionais têm conhecimento sobre a deficiência em questão e suas necessidades. Fiquem atentos ao material didático disponibilizado, às estratégias de integração no grupo de estudantes e também à adequação do espaço físico. É o conjunto de todos esses aspectos que levará a uma inclusão de fato.
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