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10/09/2009 da equipe Juiz diz em sentença que mulheres são gostosas!
Pois é, por mais incrível que pareça, isso aconteceu, recentemente, no Rio de Janeiro (Diário do Grande ABC, 03/02/09). Para justificar seu parecer favorável ao pagamento de indenização por defeito em um aparelho de televisão, o juiz profere: na vida moderna, não há como negar que um aparelho televisor, presente na quase totalidade dos lares, é considerado bem essencial. Sem ele, como o autor poderia assistir as gostosas do Big Brother?
Em meio a termos como prova pericial, laudo, imputar, atividade instrutória, dano moral, viceja o prosaico gostosas. E o leitor, de início, pode até soltar uma sonora gargalhada, lembrando-se da máxima brasileira: vivemos no país da piada pronta. Porém, além de ter se valido de um argumento de cunho machista, o juiz se equivocou no uso do gênero discursivo em questão, o que é inaceitável para um alto magistrado. Não circula na esfera jurídica o referido termo. Por muito menos, pessoas comuns são repreendidas publicamente, consideradas ignorantes, analfabetas, inadequadas, incapazes nos mais diferentes contextos. Mas é bem possível que este juiz não tenha sido sequer questionado por seus pares. Fica então uma pergunta: como ele reagiria se, no decorrer da audiência, ao invés de ser chamado de meritíssimo juiz, alguém lhe dissesse: e aí, brother, qual o babado?
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