6 de Fevereiro de 2012


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Meu filho fala errado. Isso é um problema?

Toda criança, no início do uso da linguagem oral, fala de modo bem particular e, por isso, distante do que se considera como o popular correto. Muitas vezes são sons trocados ou palavras inadequadas ao contexto. Podemos dizer que a criança está experimentando um conhecimento que ainda não domina completamente, mas que faz parte de seu mundo. Essa experimentação faz parte do desenvolvimento saudável da criança. Assim, nem sempre erros significam problemas. Quando se preocupar? Em primeiro lugar, quando você não observa, por parte de seu filho, intenção comunicativa, isto é, quando seu filho não apresentar desejo de se comunicar. Atenção: não apresentar intenção comunicativa é se mostrar, na maior parte do tempo, alheio às situações de comunicação ao seu redor; é não solicitar o outro, seja adulto ou criança, para conversar, brincar ou satisfazer uma necessidade ou desejo; é não corresponder às solicitações dos outros, principalmente no que diz respeito às situações comunicativas. Atenção às crianças muito quietinhas! Se seu filho, ao contrário, é um tremendo tagarela, mas você não entende nada ou muito pouco do que ele fala, fique atento ao modo como ele se comporta nos momentos em que não é entendido. Ele procura retomar o que disse para ser compreendido? Ele melhora a pronúncia da palavra para facilitar a compreensão do outro? Ele se mostra curioso para saber afinal como se fala o que ele quer dizer e aceita as dicas e correções que os outros lhe sugerem? Se, na maior parte das vezes, é assim que ele se comporta, então seu filho está no curso saudável de aquisição da linguagem e, muito provavelmente, vai, no seu ritmo, fazer uso da linguagem como todos de seu contexto. No entanto, se diante da dificuldade seu filho se mostra intolerante a reformulações, isto é, irrita-se facilmente quando alguém não o entende, não busca modificar o que disse, grita ou chora com facilidade nessas situações, desiste de falar e não mostra progresso na aquisição da linguagem, então é caso de consultar um fonoaudiólogo.

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